segunda-feira, 13 de maio de 2013

Os milagres de Elizeu - Parte 2

2. Abundância de víveres (ler 2Rs 7:1-18). O contexto histórico desta narrativa bíblica refere-se à época do rei Jorão, filho de Acabe. Tal qual o seu pai, fez o que era mau aos olhos do Senhor Deus de Israel  (2Rs 3:1,2). Ele aderiu aos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fizera pecar a Israel; não se apartou deles (2Rs 3:3). A consequência de suas ações pecaminosas foi o cerco à cidade de Samaria pelo rei da Síria, Ben-Hadade. Com a cidade sitiada, a consequência natural foi a escassez de alimentos. Por causa do cerco e, por conseguinte, a fome severa, até canibalismo foi praticado: as mães comiam seus próprios filhos (2Rs 6:28). Esse reprovável ato dessas mulheres é uma demonstração clara que Israel perdera a fé e se afastara da confiança em Deus. Um dos resultados principais do repúdio a Deus e à sua Palavra é a perda do amor e da afeição à família (cf. Dt 28:15,53-57).

Eliseu profetizara que a falta de alimentos chegaria ao fim e que seus preços cairiam, até chegar ao normal (2Rs 7:16). E foi o que aconteceu. Foi realmente um grande milagre, que aconteceu de forma sobrenatural e fora da lógica humana. Com esse acontecimento, os israelitas compreenderam que a palavra do Senhor era realmente a verdade, e que Deus, na sua misericórdia, salvara a nação apóstata, da calamidade, para que se arrependesse e voltasse a Ele; e que a incredulidade e a recusa em obedecer a palavra de Deus resultaram em mais castigos(veja o caso do capitão – vv. 2,17-20).

É Deus, não os ídolos sem valor, quem nos dá nosso alimento cotidiano. Apesar de nossa fé às vezes ser fraca ou bem pequena, jamais nos tornemos céticos quanto à provisão do Senhor. Quando nossos recursos estiverem reduzidos e nossas dúvidas forem muito fortes, lembremo-nos de que Deus pode abrir as comportas do Céu.

II. OS MILAGRES DA RESTITUIÇÃO

1. A restauração do filho da sunamita (2Rs 4:32-37). ”E, chegando Eliseu àquela casa, eis que o menino jazia morto sobre a sua cama.  Então, entrou ele, e fechou a porta sobre eles ambos, e orou ao SENHOR. E subiu, e deitou-se sobre o menino, e, pondo a sua boca sobre a boca dele, e os seus olhos sobre os olhos dele, e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino aqueceu. Depois, voltou, e passeou naquela casa de uma parte para a outra, e tornou a subir, e se estendeu sobre ele; então, o menino espirrou sete vezes e o menino abriu os olhos. Então, chamou a Geazi e disse: Chama essa sunamita. E chamou-a, e veio a ele. E disse ele: Toma o teu filho. E veio ela, e se prostrou a seus pés, e se inclinou à terra; e tomou o seu filho e saiu”.

Na cidade de Suném (4:8), perto do Mar da Galiléia, havia uma senhora casada com um próspero fazendeiro que se mostrou generosa para com o profeta, dando-lhe boa acolhida em sua casa e até construindo um quarto extra, especialmente para hospedá-lo em  suas passagens por lá. Ela tinha tudo o que precisava, mas não tinha o que mais desejava – um filho.

Em Israel a ausência de filhos era sempre motivo de chacota e desprezo, e ainda que o marido fosse estéril ou demasiadamente velho, a culpa sempre era da  esposa. A sunamaita, apesar da tranquilidade financeira, carregava sobre si esse imenso desconforto. Eliseu, por sua vez, retribuiu a generosidade intercedendo pelo milagre de um filho, e Deus concedeu-lhe essa graça.

Passados alguns anos aquela criança adoeceu gravemente e acabou falecendo nos braças da mãe. Ela, que no início duvidara da promessa de Eliseu, agora, amadurecida na fé, pôde crer na restituição miraculosa de seu filho morto. Agiu rapidamente no sentido de encontrar o profeta e nem contou ao marido o que havia ocorrido, na certeza de que Deus resolveria a questão antes que a tragédia viesse à tona. Eliseu deixou tudo o que estava fazendo para vir em socorro da mulher e da criança, e ao chegar na casa fez duas coisas: clamou a Deus e tentou aquecer aquela pequena vítima.

O método de Eliseu funcionou. Deus ouviu o seu clamor e, com isso, a confiança daquela mãe, que mesmo em meio às lágrimas, foi surpreendentemente recompensada. Prostrou-se aos pés de seu benfeitor, cheia de júbilo, e saiu com o filho nos braços glorificando a Deus.

Aquilo que cabe a nós, isso devemos fazer, pois Deus mesmo concedeu os meios naturais que nos ajudam a sobreviver. Porém, há coisas que só pela força sobrenatural de Deus podemos obter.

2. O machado que flutuou (2Rs 6:1-7). ”E disseram os filhos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face nos é estreito. Vamos, pois, até ao Jordão, e tomemos de lá, cada um de nós, uma viga, e façamo-nos ali um lugar, para habitar ali. E disse ele: Ide. E disse um: Serve-te de ires com os teus servos. E disse: Eu irei. E foi com eles; e, chegando eles ao Jordão, cortaram madeira. E sucedeu que, derribando um deles uma viga, o ferro caiu na água; e clamou e disse: Ai! Meu senhor! Porque era emprestado. E disse o homem de Deus: Onde caiu? E, mostrando-lhe ele o lugar, cortou um pau, e o lançou ali, e fez nadar o ferro. E disse: Levanta-o. Então, ele estendeu a sua mão e o tomou“.

O fato do machado de ferro ou de bronze, que havia afundado, ter subido à superfície foi um completo milagre. Foi uma demonstração do poder de Deus. Um machado de ferro ou bronze, naqueles dias, era uma ferramenta muito cara, e esse pobre homem ficou aflito ao pensar na sua responsabilidade pela ferramenta emprestada. O milagre serviu para enfatizar aos jovens profetas que, no conflito com a adoração a Baal, Deus trabalhava a favor deles. Também serviu para mostrar o cuidado e a provisão de Deus para aqueles que confiam nele, mesmo nos acontecimentos mais insignificantes da vida cotidiana. Deus está sempre presente. Ele está pronto a restituir o que perdemos, mas precisamos ter consciência disso.

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